Berrando Filmes

Oras... um blog que contém resenhas de filmes.

YOUNG PEOPLE FUCKING

A velha história da diferença entre machos e fêmeas em relação ao sexo.


Bom o tema é mais do que manjado: sexo e as diferença entre homens e mulheres classe-média. A inovação está na forma em que a história é contada. São cinco pontos de vista diferentes, representados por cinco casais (sendo um threesome) -- os melhores-amigos, os ex, os casados, o primeiro encontro e os colegas de quarto -- e a "discussão" (de botequim) está dividida em seis atos -- prelúdio, preliminares, sexo, interlúdio, orgasmo e final.

Cada casal tem a sua história particular e o filme é uma sucessão intercalada entre elas. Só duas se salvam: a dos colegas de quarto, que ilustra essa resenha, onde o gordinho latino e a namorada gostosona convidam o colega de quarto nerd e insonso para uma transa entre ele e a mulher, com o gordinho olhando e palpitando sobre o que eles devem fazer e a do primeiro encontro, principalmente por causa da "reviravolta" final.

A história entre os melhores amigos até que poderia ter sido legal, se não fosse tão lugar comum com final óbvio (e eles descobriram que foram feitos um para o outro). A dos ex eu sinceramente não entendi (e nem fiz questão de entender). A do casal é pior que horrível. Novamente, clichê: eles estão casados há algum tempo, têm uma vida metódica, sem sal e sem sexo.... até que descobrem uma nova forma de ativar o "fogo" entre eles.

É um filme independente, mas realmente não cola um filme sobre sexo em que as mulheres transam de camisola. Muito menos um casal, que por mais que não transem regularmente, o fazem com ele de camiseta.

E tome discussão "modernosa" no começo, no meio e no fim, que talvez até possa funcionar para alguns, principalmente se forem fãs de Fernanda Young.


C-
Young People Fucking (Martin Gero, CAN, 2007)
Quando: Agosto/08 (Divx)
Sítio Oficial: ypfthemovie.com

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CÃO SEM DONO

Porque todos têm o direito de serem felizes.



Infelizmente, perdi esse filme no cinema, o que é realmente uma pena, pois o mesmo filme pode ser completamente diferente dependendo da maneira como você o vê. No computador ou na TV você dificilmente consegue prestar atenção total a um filme, pois fica mais fácil ir ao banheiro, um telefonema facilmente te atrapalha, a fome parece que nunca acaba, enfim, na sala escura, você se preparou, saiu da sua casa, sentou num lugar estranho e, se deixarem, você ficará 100% ligado em cada imagem que aparecer na telona.

Mesmo querendo muito assistí-lo há quase um ano, não acreditava no que estava vendo. Estava morrendo de tédio! Os pontos-mortos e o filme, aparentemente sobre o nada, já tinham torrado minha paciência... até que num dado momento, não sei exatamente qual, fui capturado. A partir desse ponto, fiquei hipnotizado e num crescente estado de emoções conflitantes até o final, esperançoso e aparentemente feliz, mas não sem muita desgraça até ele.

Ciro é um cara que vive para dormir, comer, beber e transar sem qualquer plano para o futuro. É tradutor de russo, portanto, não tem dinheiro para porra nenhuma, dependendo, aos 32 anos, dos pais para comer, beber, pagar o aluguel, transar.... até que conhece Marcela, que fica pouco tempo em sua vida, pois ela descobre que tem câncer e se afasta dele. Num dado momento, há a mudança de atitude de Ciro para com a vida. A sucessão de cenas fortes te esbofeteia de tempos em tempos, para te jogar no chão e te fazer se sentir um lixo (caso você se identifique com o personagem principal, claro).

É complicado terminar essa resenha, pois até agora não digeri direito o filme, que me trouxe tanto sentimentos bons quanto ruins, de coisas que eu percebo estarem erradas na minha vida, mas que, assim como Ciro em boa parte do filme, sou incapaz de resolvê-los.


A+
Cão sem Dono
(Beto Brant e Renato Ciasca, BRA, 2007)
Quando: Agosto/08 (DVD)
Sítio Oficial:
dramafilmes.com.br/caosemdono

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ARQUIVO X: EU QUERO ACREDITAR

Mulder e Scully, 6 anos depois.


É complicado fazer uma resenha “técnica” sobre uma das melhores séries que eu acompanhei na TV, mas como essa imparcialidade está longe de ser o objetivo desse blogue, vou em frente, já deixando qualquer desavisado devidamente informado do que está por vir.

Apesar de ser fã da série, não sou desses fãs xiitas que querem ver algo novo exatamente como era antes. Eu acompanhei quase que religiosamente toda a série até sua “morte morrida” com a saída de David Duchovny. Depois de dois anos desfigurada, onde não passava de uma série policial qualquer, ela finalmente sofreu sua "morte matada" em 2002, ao final de sua 9ª temporada.

No filme, ambos saíram do FBI e, enquanto Dana Scully tem uma vida aparentemente normal voltando à pratica da medicina, Fox Mulder continua preso ao passado, passando a vida praticamente trancado dentro de um quarto, barbudo e recortado reportagens de fenômenos “não-identificados”. Ermitão completo, sua única ligação com o mundo exterior é Scully.

Tudo muda quando uma agente do FBI é raptada e, sem pistas, o escritório apela a um padre, “ex-pedófilo” e vidente. Apela sem acreditar muito, tanto que depois procuram Mulder para que ele possa, de alguma forma, explicar o que está acontecendo, sem dar muito crédito a ele também.

Mulder, então, tira a barba e parte do ceticismo inicial à fé cega. Interessante vê-lo “feliz como pinto no lixo” com o caso. Scully, ao contrário, resiste o quanto pode aos apelos do companheiro (sim, eles estão morando junto, estão compartilhando a cama e estão até dando selinhos....) e tem os seus próprios problemas com um paciente que possui uma doença sem cura.

Não é um filme do qual se pode esperar muito. Sua razão de existir é apenas a de mostrar um possível futuro para os dois, agora, ex-agentes do FBI, no que ele é muito bem sucedido.


B+
The X-Files: I Want To Believe (Chris Carter, EUA, 2008)
Quando: Agosto/08 (Box Guararapes)
Sítio Oficial: arquivox2.com.br

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A MÚMIA - A TUMBA DO IMPERADOR DRAGÃO

Havia necessidade?


Nunca fui um entusiasta dos dois primeiros filmes dessa trilogia, mas além de bons efeitos especiais (a cena da tempestade de areia do primeiro é antológica), eles até que eram divertidos.

Nesse aqui, até que há boas cenas em CGI, principalmente aquelas com o Imperador Dragão ainda em terracota. Já com relação ao divertimento, não posso dizer a mesma coisa. Brendan Fraser e Rachel Weisz tinham uma certa química. Aqui, não só Fraser parece cansado como Maria Bello, apesar do esforço, está claramente deslocada. Pra piorar, colocaram um filho de 20 e poucos anos que não convence nem um pouco pela pouca diferença de idade entre o trio principal. Michelle Yeoh está longe do seu pontencial e a filha dela no filme, Lin, também não se salva. John Hannah é o único que consegue reprisar seu papel com competência e o melhor de todos é Jet Li, a “cara” do imperador dragão por não mais do que 15 minutos.

Enfim, haja barulho, explosões, ritmo frenético, correria, barulho, explosões, sentimentalismo mongolóide, barulho, explosões, furos de roteiro, ritmo frenético, contradições, barulho, explosões. Quando eu já tinha jogado a toalha e sublimado o dinheiro do ingresso que joguei no lixo, ainda conseguem piorar com aquela nuvem reproduzindo as caras dos amantes separados.

A história (se é que você se interessa por isso): Ricky e Evelyn O'Connor estão aposentados e entediados. Ela está com bloqueio pois escreveu dois livros baseados em suas aventuras passadas (ou nos dois filmes anteriores, se preferir) e não consegue escrever a primeira linha do prometido terceiro livro. Ele... faz... sei lá o quê. O filho, que deveria estar na faculdade, acha a tumba do tal imperador dragão, que havia se apaixonado por uma bruxa, que por sua vez tinha se apaixonado pelo seu general, que foi morto pelo imperador e como vingança, foi amaldiçoado e transformado em terracota pela bruxa. Ele é reavivado e bla, bla, bla.


D
The Mummy: Tomb of the Dragon Emperor (Rob Cohen, EUA, 2008) Quando: Agosto/08 (Box Guararapes)
Sítio Oficial: amumia.com.br

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RESIDENT EVIL 3: A EXTINÇÃO

Mad Max transgênico.


O primeiro Resident Evil (02) foi legalzinho. Nada de espetacular, mas divertido e até tinha o subtexto interessante contra as grandes corporações sem qualquer ética que, na busca pelo lucro, eram capazes de fazer lavagem cerebral em pessoas sem a menor cerimônia.

A continuação, Resident Evil: Apocalipse (04) já não tinha razão de existir a não ser a única que mantém vivas franquias com a densidade de uma folha de papel: $$$. A infecção do primeiro filme, confinada ao laboratório subterrâneo da Umbrella Corp., agora se espalhou por uma cidade inteira. Sai a originalidade do primeiro para entrar uma cópia chupada de Fuga de Nova York (81) com a heroína passando a possuir poderes mutantes (por que será?).

Nessa terceira e (atualmente) última etapa, dá vergonha de pensar como é que tem gente com coragem de investir numa produção uerro como essa. Agora a infecção é generalizada no mundo inteiro (isto é, os EUA e o resto), o aquecimento global é uma realidade (tanto que a Terra é tomada por desertos gigantescos) e há apenas alguns grupos de “viajantes”, que buscam “a esperança” e alguns postos de gasolina no meio do caminho para poderem chegar lá. Onde será que eu vi isso antes? Dica: um filme da fase australiana de Mel Gibson.


E
Resident Evil: Extintion (Russell Mulcahy, EUA/ALE/FRA/ING/AUS, 2007)
Quando:
Agosto/08 (DVD)
Sítio Oficial:
residentevilaextincao.com.br

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AS RUÍNAS

Sangue com tequila


Eu realmente não consigo entender a fissura de uma certa parcela de cinéfilos pelo gore puro e simples. A história até pode ser interessante, com a maldição de uma pirâmide perdida nas selvas mexicanas que possuí plantas “inteligentes” e “carnívoras” (pelo menos, foi isso que eu acho que entendi).

Um grupo feliz formado por dois casais estadunidenses está de férias nas playas mexicanas até que conhecem um alemão que estava por lá acompanhado da irmã, arqueóloga, que havia feito uma expedição à tal pirâmide e não havia voltado. Eles, então, combinam de ir visitar o tal sítio com a desculpa de ver o que aconteceu com a alemã.

Nas redondezas, eles ainda são avisado pelos moradores locais a não entrarem, mas como nenhum deles fala espanhol, eles entram mesmo assim. Pronto. Estão fudidos e vão morrer um a um das formas mais bizarras possíveis com direito até mesmo à uma amputação com pedras e canivete. Simplesmente passável.


E
The Ruins
(Carter Smith, EUA, 2008)
Quando:
Agosto/08 (DivX)
Sítio Oficial: ruinsmovie.com

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AGENTE 86

Smart, Maxwell Smart


Nunca fui fã incondicional da série da qual esse filme é derivado. Para falar a verdade, nunca fui muito fã de Mel Brooks, mas aí, é bem provável que eu nunca o tenha entendido. Sei lá. No entanto, como tenho mais de 30 anos, eu já brinquei que tinha um sapato-fone.

Tenho em mente que dificilmente se adapta um programa de uma mídia para outra sem que haja algumas modificações. Aqui, a principal modificação é a inexistência da Guerra Fria. Dessa foma, esse filme não se trata de um simples remake e sim uma espécie de continuação. Com direito a Chefe, 99, Sigfried e alguns novos elementos, como a dupla de nerds (Hiro Nakamura de Heroes entre eles), dois agentes idiotas que desprezam Max e, a principal modificação, a participação do “Agente Gostosão”, que faz tudo e é ótimo em tudo. Um verdadeiro James Bond.

A Guerra Fria não existe mais, mas a rivalidade entre (oficialmente) desmantelada a agência de espionagem estadunidense C.O.N.T.R.O.L.E. e os remanescentes russos da K.A.O.S. está em pleno vapor, tanto que essa última consegue uma lista de todos os agentes da primeira. Dessa forma, Maxwell Smart consegue finalmente a promoção a agente de campo e tem como parceira uma Agente 99 “remodelada” e rejuvenescida pela cirurgia plástica.

O Agente 86 de Steve Carell tem um misto da inocência do Virgem de 40 anos que ele outrora foi e da eloqüência do Michael Scott do atual The Office, mas ele sabe dosar a “parte” de cada um deles o suficiente para fazer o seu personagem crível e simpático.

Há cenas escatológicas, há cenas de ação dignas de um blockbuster e o elenco, de forma geral, está muito bem entrosado. Alan Arkin como O Chefe está impagável e "The Rock" como o "Agente Gostosão" convence... O porém é o roteiro. Algumas pontas soltas realmente não dão “liga” e algumas soluções são pueris demais, mas nada que estrague a diversão.


B
Get Smart (Peter Segal, EUA, 2008)
Quando: Julho/08 (Box Guararapes)
Sítio Oficial: getsmartmovie.warnerbros.com

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